A idéia é registrar aqui as muitas histórias e lembranças que os frequentadores viveram e ainda vivem no Parque da Água Branca.
Um pouco antes do café, encontramos com o Sr. Luiz Castagnha que nos declara ter 80 anos

Sr. Salomão Goichman

Um pouco antes do café, encontramos com o Sr. Luiz Castagnha que nos declara ter 80 anos
Eu já freqüentava aqui desde os 5 anos. 1929 foi o ano que eu nasci. Aqui, antigamente, eram três chácaras grandes, da Ministro (Rua Ministro Rocha Azevedo) até a Germaine (Rua Dna. Germaine Buchard). Uma chácara era do Francisco Matarazzo, a outra era do pai do Maluf e a outra era da família da Dna. Germaine. Eles doaram para o governo do Estado para fazer um parque para as crianças.
O nome desse parque vem de uma nascente que tinha no Clube Nacional, que era dos ingleses que trabalhavam na Estrada de Ferro. O Clube fica na Rua Comendador Souza. Era uma água limpinha, então foi chamada Água Branca.
Aqui no Parque também tinha a cavalaria da Polícia Militar.
Sr. Salomão Goichman
O Sr. Salomão Goichaman foi o primeiro a nos brindar com suas lembranças. Ele frequenta o Parque desde a década de 30. Nesta época o Parque promovia exposições de vários animais e todos os anos acontecia uma exposição de gado leiteiro.
Bem cedinho os tratadores faziam uma ordenha e o leite era distribuido entre os presentes. Quem estivesse por alí podia levar um pouco pra casa. Ainda criança, vinha acompanhado por sua mãe que trazia uma jarra onde os tratadores ordenhavam diretamente o leite e Sr. Salomão tomava um copinho de leite ali mesmo.
Sr. Salomão também nos conta que gosta muito e aguarda ansiosamente pela festa "Revelando São Paulo". Fez um animado relato sobre a vareidade das saborosas comidas típicas oferecidas durante a festa: ..."na barraca de Jundiapi tem um frango à passarinho feito no alho e óleo que é servido com ploenta, coberta com bastante queijo ralado. É uma delícia aquela pele fritinha. E na barraca ao lado tem um nhoque de mandioquinha com bastante molho de tomate. Eu sempre como junto com o frango. Tem a barraca de São Sebastião com a mariscada..."
Sr. Salomão também nos revela que participa de um grupo que se reúne todos os dias às 10:30h no Parque, nos quiosques entre os Pergolados e o Aquário. O grupo intitulado "Grupo do Milênio" fois assim batizado proque, quando constituído, a soma da idade de seus participantes resultava 1000.
Chegou ter 20 participantes. Hoje conta com cerca de 13 pessoas, dentre as quais Dna. Flora, considerada a alma deste grupo.
Sr. Salomão Goichman é engneheiro civil e completará 80 anos em janeiro próximo.